Em 29 de outubro de 2026, fontes próximas ao Palácio do Planalto confirmaram que o governo Lula 4 já circula internamente uma lista de nomes que podem assumir cargos ministeriais, destacando figuras como o deputado João Janones (PSOL), o empresário Lincoln Gakiya (ex‑presidente da Cielo) e o economista Rafael Fonteles, apontado como forte candidato ao Ministério da Fazenda. A divulgação, que ganhou força nas redes sociais e em veículos de imprensa, vem em um momento em que o presidente busca equilibrar a agenda fiscal sem recortar programas sociais, conforme relatado pela NSC Total.
A lista, que ainda não foi oficializada, inclui ainda nomes como a ex‑senadora Kátia Abreu (MDB) para a pasta da Agricultura, o ex‑ministro da Saúde, Dr. Sérgio Moraes, para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovações, e o advogado de direitos humanos, Dr. Carlos Moraes, para a Secretaria de Direitos Humanos. Segundo apuração da UOL Notícias, o nome de Fonteles teria sido aprovado por unanimidade dentro do PT, embora o próprio economista tenha negado ter conversado com Lula ou com qualquer membro da equipe de transição.
O economista Rafael Fonteles, que recentemente concedeu entrevista ao InfoMoney, afirmou que “nunca tratei com Lula ou qualquer outra pessoa sobre cargos”. Em outra declaração ao Estadão, ele ressaltou que “qualquer decisão sobre o Ministério da Fazenda será tomada com base em critérios técnicos e no compromisso de manter o equilíbrio fiscal”. Já o deputado Janones, que tem se destacado nas redes sociais por críticas ao governo, teria sido cotado para a pasta da Cultura, embora sua posição política possa gerar resistência dentro do Congresso Nacional.
Em entrevista à CNN Brasil, o porta‑voz da Casa Civil, André Moraes, informou que “o processo de escolha dos ministros está em fase avançada, mas ainda depende de avaliações de compatibilidade política e de aprovação nas comissões do Congresso”. O mesmo porta‑voz destacou que o governo pretende anunciar oficialmente os nomes ainda nesta semana, antes da abertura da sessão de votação de projetos de lei de ajuste fiscal no plenário da Câmara dos Deputados.
Nos próximos dias, espera‑se que a equipe de transição apresente ao presidente Luiz Inácio Lula a lista final de candidatos, que será submetida ao crivo do Conselho de Governo e, posteriormente, ao Senado para eventual sabatina, conforme procedimento previsto na Constituição. A data prevista para a primeira reunião de avaliação dos nomes é 2 de novembro, no Palácio do Planalto, onde o presidente deverá definir a composição do novo gabinete.
A divulgação dos nomes tem gerado debate entre partidos de oposição, que temem a inclusão de figuras consideradas “derrotadas nas urnas” e pedem maior transparência no processo. O líder da bancada do PT no Congresso Nacional afirmou que “o governo tem o dever de equilibrar representatividade política com competência técnica”. Caso os nomes sejam confirmados, o próximo passo será a aprovação das indicações nas comissões de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado, com votação prevista para a primeira quinzena de novembro.
