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Israel entra em impasse político após eleições: Netanyahu sem maioria e coalizão incerta

Eleição de 1º de novembro deixa o Likud com 53 cadeiras, sem maioria; Netanyahu busca aliados enquanto oposição tenta montar governo.

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Por Tiago Ramos, Jornalista de Rua e Plantão Urgente· 30 de outubro de 2026
Israel entra em impasse político após eleições: Netanyahu sem maioria e coalizão incerta
Fonte: Nexo Jornal / Reprodução

Em 1º de novembro de 2024, a segunda votação legislativa deste ano foi realizada em Israel, resultando em um parlamento fragmentado que impede o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu de formar governo imediato. O Likud, liderado por Netanyahu, conquistou 53 das 120 cadeiras da Knesset, ficando 8 vagas abaixo da maioria necessária, enquanto partidos religiosos e de direita obtiveram 31 assentos e a coalizão de centro‑esquerda, liderada por Yair Lapid, ficou com 36 cadeiras. A ausência de maioria obriga o presidente Isaac Herzog a designar um mandatário para tentar montar uma aliança, cenário que reacendeu tensões políticas já latentes desde o ataque de 7 de outubro.

A distribuição dos votos reflete a crescente polarização do eleitorado israelense. Segundo apuração publicada pelo Nexo Jornal, o Likud manteve sua base tradicional, mas perdeu apoio entre eleitores centristas que migraram para partidos como Yesh Atid e o novo bloco de esquerda liderado por Merav Michaeli. O centro‑esquerda, por sua vez, conseguiu ampliar sua presença em áreas urbanas, mas ainda depende de acordos com partidos religiosos ultra‑ortodoxos para alcançar a maioria. A Comissão Eleitoral israelense descartou qualquer indício de fraude sistêmica, reforçando a legitimidade dos resultados, conforme noticiado pela CNN Brasil.

Em entrevista coletiva, Netanyahu afirmou que “Israel precisa de estabilidade e de um governo forte que possa enfrentar os desafios de segurança e economia”. O primeiro‑ministro destacou a disposição de negociar com partidos religiosos, mas deixou claro que “não aceitaremos condições que comprometam a soberania do Estado”. Já o líder da oposição, Yair Lapid, rebateu que “a única saída viável é um governo de unidade nacional, que inclua todas as forças democráticas e respeite a vontade dos eleitores”. O presidente Herzog, ao encerrar a sessão de apuração, declarou que “o processo de formação de governo será conduzido com transparência e dentro dos prazos constitucionais”, e que, caso nenhum candidato consiga reunir a maioria, novas eleições poderão ser convocadas.

Com a designação oficial, Herzog concedeu a Netanyahu um prazo de 28 dias para apresentar um plano de coalizão, conforme previsto na Lei de Governo de Israel. O primeiro‑ministro já iniciou conversas preliminares com líderes dos partidos religiosos Shas e United Torah Judaism, que juntos somam 17 cadeiras, além de buscar apoio do partido de direita Yamina, que detém 7 assentos. Analistas políticos citados pela Folha de S.Paulo alertam que “a fragilidade da aliança pode levar a impasses legislativos e, em último caso, à convocação de novas eleições ainda este ano”.

Nos próximos dias, o foco se volta para as negociações internas e para a pressão internacional, sobretudo dos Estados Unidos, que tem acompanhado de perto a formação de um governo capaz de manter a política de segurança na região. Caso Netanyahu não consiga firmar um acordo, a oposição tem sinalizado a possibilidade de apresentar um candidato alternativo ao cargo de primeiro‑ministro, o que poderia acelerar um novo ciclo eleitoral. O desfecho ainda depende das concessões que cada bloco esteja disposto a fazer, e a Knesset permanecerá em sessão extraordinária até que um governo seja oficialmente aprovado.

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