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Governo Trump deve acelerar processo de green card de Flávio, diz NYT

Governo Trump deve acelerar processo de green card de Flávio, diz NYT

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Por Tiago Ramos, Jornalista de Rua e Plantão Urgente· 29 de outubro de 2026
Governo Trump deve acelerar processo de green card de Flávio, diz NYT
Fonte: CNN Brasil / Reprodução


29 de outubro de 2026 – Em entrevista concedida ao
New York Times
, um assessor da Casa Branca afirmou que o governo de Donald Trump vai “acelerar” o processo de obtenção de green card para o senador brasileiro Flávio Bolsonaro, filho do ex‑presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil. Segundo a reportagem, o assessor teria providenciado um jato particular para levar Flávio Bolsonaro dos Estados Unidos ao Brasil e, em troca, garantir que o seu pedido de residência permanente fosse tratado com prioridade máxima.

O New York Times detalha que o processo de green card para cidadãos estrangeiros costuma levar entre 12 e 24 meses, dependendo da categoria de imigração e da carga de trabalho do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS). No caso de Flávio Bolsonaro, o pedido foi aberto em janeiro de 2025 sob a rubrica de “investidor estrangeiro”, mas ainda aguardava aprovação. A reportagem indica que, nos últimos três meses, mais de 5 mil pedidos semelhantes foram acelerados por decisões executivas, e que a administração Trump pretende incluir o caso de Flávio em um “pacote de urgência” que será apresentado ao Departamento de Segurança Interna ainda nesta semana.

“É uma prática incomum que um governo federal intervenha diretamente em processos individuais de imigração, mas a administração Trump tem sinalizado que vai usar todas as ferramentas disponíveis para apoiar aliados políticos”, disse a repórter Emily Carter, do New York Times. Em nota oficial, o Gabinete da Casa Branca confirmou que “estamos avaliando todas as solicitações de residência permanente que tenham relevância estratégica para os interesses dos Estados Unidos” e que “não há interferência indevida nos procedimentos legais do USCIS”. O comunicado, disponível no site da Casa Branca, enfatiza que a decisão será tomada em conformidade com a lei de imigração vigente.

Flávio Bolsonaro, que atualmente cumpre mandato no Senado brasileiro, respondeu por meio de seu advogado, Dr. Carlos Henrique Silva, afirmando que “a iniciativa demonstra a forte parceria entre Brasil e Estados Unidos e reforça o compromisso de Flávio com a cooperação bilateral”. Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, declarou que “qualquer ação que possa comprometer a integridade do mandato de um senador será acompanhada de perto pelos órgãos de controle” e que a situação será levada ao crivo do Supremo Tribunal Federal.

A repercussão no Brasil tem sido intensa. O chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, Juan Pérez, defendeu a “legítima atuação da Argentina” ao oferecer apoio logístico à fuga de Flávio, argumentando que “não há crime internacional quando se trata de assistência diplomática”. Por outro lado, a Folha de S.Paulo e o Estadão já publicaram matérias apontando que o senador pode atingir o número máximo de faltas ao plenário, o que poderia levar à perda do mandato, conforme previsto no regimento interno do Congresso.

Nos próximos dias, o Departamento de Segurança Interna deve publicar o “memorando de prioridade” que inclui o caso de Flávio Bolsonaro, enquanto o Ministério das Relações Exteriores do Brasil avaliará a necessidade de intervir diplomaticamente. No âmbito interno, o Congresso Nacional deve abrir uma comissão de inquérito para investigar possíveis irregularidades na concessão de benefícios migratórios a políticos estrangeiros. Uma sessão preliminar da comissão está marcada para 8 de novembro, data em que senadores e representantes do governo dos EUA deverão prestar depoimento.

A situação permanece em desenvolvimento, e os próximos passos dependerão tanto das decisões executivas nos Estados Unidos quanto das respostas institucionais no Brasil.

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